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Março: plantar bolbos de verão para um verão com 7 plantas de bolbo cheias de cor

Pessoa a plantar bolbos de flores num canteiro, com ferramentas de jardinagem e sementes ao lado.

Quem quer canteiros exuberantes em julho e agosto, jarras sempre cheias e uma esplanada com ar de férias tem de tomar a decisão agora, em março. Nesta fase de transição, há vários bolbos e tubérculos de floração de verão que podem (e devem) ser plantados - e o impacto na floração dos meses seguintes é enorme. Muita gente adia este assunto, mas bastam algumas plantações bem escolhidas para transformar um jardim banal num verdadeiro ponto de destaque.

Porque é que março é um trunfo para os bolbos de verão

Em março, o jardim ainda parece despido, mas o solo começa a colaborar: depois do inverno, tende a estar bem húmido e inicia um aquecimento gradual. É precisamente esta combinação que os bolbos e tubérculos de verão apreciam.

"Quem planta as flores de verão agora dá às plantas semanas de avanço - e garante uma floração mais estável e abundante no pico do verão."

Durante esta fase mais fresca, as plantas investem primeiro num sistema radicular mais forte. Mais tarde, quando o calor de julho aperta, aguentam-se melhor e, em geral, pedem menos regas. Em muitas zonas, é possível plantar de março até maio - tudo depende do clima e da exposição do local.

A região faz toda a diferença

Em áreas mais amenas - como zonas costeiras, encostas abrigadas ou jardins urbanos protegidos - dá para começar bastante cedo. Já em locais mais frios, com risco de geadas tardias, compensa esperar um pouco.

  • Zonas amenas, litoral, áreas urbanas mais abrigadas: dá para iniciar a plantação desde o início de março.
  • Clima intermédio, jardins típicos em zonas residenciais: é preferível começar a meio ou no final de março.
  • Serras e regiões mais frias: mais seguro plantar no início de abril ou antecipar em vaso, ao abrigo (por exemplo, numa estufa).

Para quem quer jogar pelo seguro, vale a pena ter uma manta térmica (velo) de jardinagem à mão. Quando há previsão de noites frias, protege os rebentos iniciais de danos por geada.

Como ter sucesso com bolbos plantados em março

Antes de pegar na pá, compensa observar bem o material de plantação. Só bolbos e tubérculos saudáveis vão “render” no verão.

Verificar a qualidade dos bolbos

Há sinais simples que ajudam a escolher bem:

  • Bolbos e tubérculos devem estar firmes, sem toque mole nem aspeto enrugado.
  • Sem sinais de bolor, zonas a apodrecer ou manchas escuras.
  • Manter secos, em local fresco e bem ventilado até ao dia de plantar.

Os exemplares suspeitos devem ser descartados sem hesitação. Um único tubérculo em decomposição pode estragar todo um buraco de plantação.

O solo certo e a profundidade adequada

As espécies de verão preferem terra solta e com boa drenagem. Em solos pesados, a água acumula-se e os bolbos podem apodrecer com facilidade. Se a terra for argilosa, misture areia ou gravilha fina e incorpore um pouco de composto bem maturado.

"Regra prática: o bolbo deve ficar enterrado a uma profundidade duas a três vezes superior à sua altura."

Exemplo: um bolbo com 5 cm de altura fica, em geral, a cerca de 12 a 15 cm de profundidade. A ponta deve ficar virada para cima e, por baixo, convém haver uma camada de terra solta (aproximadamente uma mão) para garantir ar e escoamento da água. Depois de plantar, regue bem uma vez e, a seguir, mantenha apenas a humidade ligeira do solo - húmido, mas nunca encharcado.

Para variedades altas, como gladíolos ou algumas dálias, compensa colocar a estaca de apoio logo na plantação. Assim evita danificar raízes mais tarde ao tentar instalar suportes.

Estas 7 plantas de bolbo dão cor ao teu verão

Com uma seleção inteligente, consegue cobrir o período de junho até outubro. As sete opções abaixo são conhecidas por serem fiáveis, relativamente fáceis e por animarem o canteiro.

1. Dálias - floração longa para canteiro e jarra

As dálias são um clássico entre os tubérculos de verão. Se as plantar em março ou abril, respondem do alto verão até ao outono com floração quase contínua. Há cultivares baixas, ideais para vasos e bordaduras, e também variedades grandes para o fundo do canteiro.

  • Exposição: sol, abrigado do vento
  • Solo: rico, solto, com húmus
  • Ponto forte: ótima flor de corte; cortar estimula novas flores

Em zonas mais frias, é vantajoso começar os tubérculos em vasos dentro de casa ou numa estufa e só levar para o exterior após as geadas mais fortes.

2. Lírios - elegância e perfume

Os lírios acrescentam altura e chamam logo a atenção. Consoante a variedade, florescem do início ao fim do verão. Muitos têm perfume intenso, o que os torna excelentes para perto de zonas de estar, entradas ou terraços.

Preferem um local de sol a meia-sombra; a base da planta pode ficar com alguma sombra. O solo tem de drenar bem, porque os lírios não toleram encharcamento. Ao combinar diferentes variedades, é possível prolongar a floração entre junho e agosto.

3. Begónias tuberosas - protagonistas para sombra

As begónias tuberosas resolvem os cantos onde o sol quase não chega. Sentem-se bem em meia-sombra e sombra, como debaixo de árvores, em zonas viradas a norte ou em varandas cobertas.

"Onde outras flores de verão desistem, as begónias tuberosas é que começam a brilhar - de julho até à primeira geada."

Funcionam tanto em floreiras e vasos como em bordaduras sombrias. O essencial é um substrato solto e rico em húmus, com humidade regular, mas sem períodos longos de solo encharcado.

4. Gladíolos - colunas verticais de cor

Os gladíolos destacam-se pelas hastes altas e eretas. Plantados em grupo, criam quase “faixas” de cor no canteiro. Em locais ventosos, um tutor ajuda a evitar que tombem.

Devem ser plantados num local soalheiro e quente; um solo mais arenoso também lhes assenta bem. Quem plantar um novo lote de gladíolos de duas em duas semanas consegue uma espécie de “escada de floração” ao longo de muitas semanas.

5. Canna - toque tropical no terraço e na varanda

A canna (muitas vezes chamada cana-da-índia) dá sensação de férias com as suas folhas grandes e flores vistosas. Em vasos no terraço, parece quase uma pequena planta tropical.

Gosta de calor, sol e muitos nutrientes. Um vaso grande com substrato de qualidade, adubação regular e regas consistentes traduzem-se rapidamente em crescimento exuberante. Em zonas frias, os rizomas devem passar o inverno ao abrigo de geadas.

6. Crocosmia - arcos elegantes em vermelho, laranja ou amarelo

A crocosmia (também conhecida como montbrétia) produz inflorescências finas e arqueadas. Combina bem com herbáceas e gramíneas, porque dá estrutura sem ficar demasiado pesada visualmente.

Prefere sol, mas aguenta também meia-sombra leve. Um solo drenante e alguma proteção no inverno - com folhas secas ou cobertura morta - ajudam os bolbos a permanecer vários anos no mesmo sítio.

7. Agapanto - o “estrela” esférica em vaso

O agapanto (frequentemente chamado lírio-do-nilo) tem um aspeto muito elegante, com umbelas arredondadas, quase sempre azuis ou brancas. Fica especialmente bem em vasos grandes, colocados em destaque no terraço ou junto à entrada de casa.

"Quem deixar o agapanto sossegado durante alguns anos é recompensado, ano após ano, com bolas florais maiores."

Aprecia sol pleno, regas regulares e, no verão, um bom aporte de nutrientes. No inverno, o vaso deve passar a um local sem geada, como uma garagem ou um patamar fresco.

Como combinar as 7 espécies para o máximo efeito

No canteiro, a composição ganha força quando se joga com alturas, cores e épocas de floração. Uma orientação simples pode ser a seguinte:

Planta Floração principal Local ideal
Dália julho–outubro canteiro ao sol, jardim campestre, canteiro de corte
Lírio junho–agosto fundo do canteiro, bordadura a meia-sombra
Begónia tuberosa julho–outubro canteiro de sombra, varanda, vaso em meia-sombra
Gladíolo julho–setembro canteiro de corte, faixa soalheira no jardim
Canna julho–setembro vaso, parede quente da casa, margem de lago
Crocosmia julho–agosto canteiro de perenes, jardim naturalista
Agapanto julho–agosto terraço soalheiro, zona de entrada

Ao integrar as sete espécies no jardim, na varanda ou no terraço, obtém-se uma floração faseada que sustenta o interesse durante todo o verão. Misturas com espécies mais altas, como lírios e dálias, ficam especialmente bonitas quando, à frente, entram parceiras mais baixas como begónias tuberosas ou crocosmias.

Segurança contra geadas tardias e cuidados ao longo da estação

Março é um mês imprevisível: um dia ameno convida a plantar e, de seguida, a noite volta a trazer temperaturas negativas. Rebentos já em crescimento podem ser protegidos com velo, toalhas velhas ou até um balde virado ao contrário. Em vasos, ajuda encostar os recipientes à parede da casa durante a noite.

No verão, o que faz a diferença é manter água e nutrientes de forma equilibrada. Muitas destas plantas, por serem exigentes, beneficiam de uma camada fina de composto na primavera e de algum adubo orgânico líquido durante a fase de crescimento. Retirar flores murchas com regularidade também é importante: assim a energia volta para novas gemas.

O que os iniciantes devem saber sobre poda e invernagem

Algumas das espécies referidas não são totalmente resistentes ao frio. As dálias e as cannas, por exemplo, entram em repouso no outono; os tubérculos e rizomas devem ser levantados antes das geadas mais fortes e guardados em local fresco, escuro e seco. O agapanto, regra geral, fica no vaso e muda para um espaço sem geada.

Lírios, crocosmias e muitas variedades de gladíolos aguentam, em zonas amenas, ficar no solo se estiverem bem abrigados, mas no inverno costumam precisar de uma camada espessa de folhas secas ou cobertura morta. Se houver dúvidas, faça um teste: deixe parte no canteiro e guarde outra parte protegida. Assim, no ano seguinte, terá plantas de reserva garantidas.

Com isto em mente, a plantação de março funciona como uma espécie de “seguro” para o verão. Cada bolbo colocado representa um futuro ponto de cor. E é precisamente esse o encanto deste trabalho precoce no jardim: num momento ainda cinzento, fica lançado o alicerce para as semanas em que se senta ao fim do dia e se surpreende com tudo o que o seu espaço verde é capaz de oferecer.

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