Mudar a roupa de cama raramente é uma tarefa agradável: enfiar a manta no saco, sacudir, resmungar - e, no fim, fica sempre uma ponta desalinhada. No entanto, anda a circular nas redes sociais um truque conhecido como método “Burrito”, que promete tornar tudo mais rápido e bem menos cansativo. A seguir, veja o que é, como fazer passo a passo e ainda como colocar o lençol com elástico sem dramas.
Porque é que mudar a roupa de cama costuma ser tão irritante
À primeira vista, fazer a cama parece simples. Na prática, pode ser surpreendentemente exigente - sobretudo com edredões grandes ou numa cama de casal. É preciso levantar o edredão, sacudir de um lado para o outro, puxar o saco e tentar garantir que os quatro cantos ficam exactamente no sítio.
Além disso, por motivos de higiene, a roupa de cama deve ir à lavagem com regularidade. Quem transpira muito ou dorme com animais de estimação deve trocar o lençol, no máximo, de duas em duas semanas e, se for caso disso, mudar ainda mais frequentemente os sacos do edredão e das almofadas. Ou seja: se o processo irrita, acaba por irritar muitas vezes.
«O método “Burrito” tira à mudança da roupa de cama o ar de aula de ginástica - e poupa sobretudo esforço, não apenas tempo.»
O método “Burrito”: fazer a cama sem acrobacias
O nome faz lembrar comida mexicana, mas o princípio é muito simples: em vez de tentar enfiar o edredão no saco em pé e a sacudir, enrola-se tudo numa “rola” - tal como um burrito.
Preparação: como posicionar edredão e saco
Antes de começar, garanta espaço suficiente. Quanto maior for o edredão, mais prático é fazer isto em cima da cama ou no chão - desde que a superfície esteja limpa.
- Vire o saco do edredão totalmente do avesso. As costuras ficam para fora e o padrão para dentro.
- Estenda o saco bem plano sobre o colchão. A abertura deve ficar virada para os pés da cama.
- Coloque o edredão por cima do saco, alinhando as bordas. Os cantos do edredão devem coincidir com os cantos do saco.
Se nesta fase alinhar bem e alisar o tecido, evita ter de corrigir no fim.
Passo a passo para formar o “Burrito”
Agora vem o truque em si. Lido no papel pode parecer mais complexo do que realmente é.
- Fique junto à cabeceira e segure, ao mesmo tempo, a borda superior do edredão e do saco, com as duas camadas alinhadas.
- Enrole o edredão e o saco em conjunto na direcção dos pés da cama - como se fosse um saco-cama ou, precisamente, um burrito. Enrole de forma firme, mas sem forçar.
- Pare quando a rola chegar à abertura do saco.
- Agarre na abertura e “vista-a” por cima da ponta da rola. Na prática, puxe o saco sobre o “burrito” até a rola ficar completamente dentro.
- Feche botões, fecho-éclair ou pala (tipo hotel), conforme o modelo do saco.
- Depois, desenrole o “burrito” no sentido contrário, de volta para a cabeceira.
Enquanto desenrola, o saco vira-se automaticamente para o lado certo. No final, o edredão já fica todo no interior; basta um sacudir rápido na zona inferior para eliminar pequenas pregas.
«O efeito decisivo: deixa de levantar o edredão acima da cabeça e trabalha com calma sobre o colchão - ideal também para quem tem menos força ou problemas nos ombros.»
Em que situações o método “Burrito” compensa mais
A técnica funciona com praticamente todos os edredões comuns. Onde se nota mais a diferença é, sobretudo, nestes casos:
- Edredões de casal grandes: quem usa um edredão largo para duas pessoas sabe o quão penoso pode ser sacudir. Enrolar torna tudo muito mais fácil.
- Edredões de inverno pesados: com edredões grossos e volumosos, é difícil “controlar” o movimento no ar. Enrolar é simplesmente mais cómodo.
- Quem vive sozinho: sem outra pessoa para segurar cantos, este método evita idas e voltas e poupa esforço.
- Quartos pequenos: em espaços apertados, não há margem para sacudidelas. Enrolar em cima da cama quase sempre é viável.
Para edredões leves de verão ou edredões estreitos de solteiro, muita gente continua a preferir a técnica clássica. Ainda assim, quem internaliza o método “Burrito” tende a voltar a ele automaticamente - por pura conveniência.
Erros comuns - e como evitá-los
É normal que, nas primeiras tentativas, surjam pequenos deslizes. Preste atenção a estes pontos:
- Saco não totalmente do avesso: se um canto ficar do lado “certo”, o tecido pode prender durante o enrolar. Se acontecer, vale a pena recomeçar.
- Edredão e saco a deslizar: quando os cantos não ficam bem sobrepostos, uma lateral acaba por ficar a “pendurar”. Antes de enrolar, alise mais uma vez.
- Enrolar demasiado frouxo: uma rola solta faz com que tudo se baralhe por dentro. Ao enrolar firme, o desenrolar também sai limpo.
- Abertura mal posicionada: a abertura deve ficar nos pés da cama. Se ficar na cabeceira, terá de virar a rola toda.
Ao fim de duas ou três tentativas, o processo torna-se automático. Há quem diga que passa a mudar o saco do edredão em bem menos de dois minutos.
Como colocar o lençol com elástico - para ficar sem rugas
O outro grande motivo de frustração no quarto é o lençol com elástico. Em especial nos modelos maiores (por exemplo, para camas boxspring), parece que o tecido se torce com facilidade. Com um método simples, tudo fica mais controlado.
Encontrar o canto certo
A maioria dos lençóis com elástico tem uma etiqueta pequena com o tamanho e os símbolos de lavagem. Esse detalhe é uma ajuda prática para orientar o lençol:
- Defina uma regra: a etiqueta fica sempre no mesmo canto do colchão - muitas pessoas escolhem o canto superior direito ou o canto inferior esquerdo.
- Coloque primeiro esse canto, bem esticado.
- Em seguida, passe para o canto na diagonal, para estabilizar o lençol antes de ajustar os restantes.
Quando usa sempre o mesmo “canto da etiqueta”, deixa de perder tempo a adivinhar a orientação.
Ajustar o lençol com elástico para ficar liso
Depois de resolvida a orientação, foque-se no encaixe. Um pequeno truque ajuda:
- Segure no centro do lençol e puxe ligeiramente o tecido para cima.
- A partir daí, conduza o tecido para os quatro cantos, em vez de puxar apenas pelas bordas.
- Vá contornando o colchão, lado a lado, até o elástico ficar bem por baixo, em toda a volta.
Desta forma, o lençol adapta-se melhor à superfície e as pregas tendem a desaparecer quase sozinhas. Em colchões altos ou com topper, nota-se ainda mais.
Com que frequência se deve mudar a roupa de cama?
Quem domina o método “Burrito” acaba, muitas vezes, por trocar a roupa de cama com mais regularidade - simplesmente porque dá menos trabalho. A frequência ideal depende da rotina:
- Casa “normal” sem animais: cerca de duas em duas semanas.
- Transpiração intensa, alergias ou problemas de pele: pode fazer sentido trocar semanalmente, para reduzir ácaros e bactérias.
- Animais de estimação na cama: consoante o pelo e a sujidade, o ideal pode ser mudar todas as semanas.
O lençol com elástico deve ser trocado com a mesma frequência que o saco do edredão e as fronhas, porque é onde se acumulam particularmente muitas escamas de pele.
Como pequenos truques em casa aliviam o dia-a-dia
À primeira vista, o método “Burrito” pode parecer apenas uma brincadeira de redes sociais. No entanto, no quotidiano percebe-se como pequenas rotinas têm impacto no humor. Acordar numa cama acabada de fazer dá frequentemente uma sensação imediata de organização - e, quando o caminho até lá deixa de ser suado e penoso, desaparece mais uma pequena “pendência” doméstica.
Quem tem dores nas costas, pouco tempo ou simplesmente pouca paciência para tarefas de casa tende a ganhar bastante com estes atalhos práticos. Não exigem tempo extra; no melhor dos casos, ainda poupam minutos - e algum desgaste. E é precisamente isso que aumenta a probabilidade de a roupa de cama ser realmente mudada com a frequência que a higiene recomenda.
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